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“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.” Luís de Camões.



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17 Sep 2014, Wed (69219)
via irracionavel
fonte des-afeto-deactivated20111126-d
"Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade. Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo. Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Porque metade de mim é amor e a outra metade também."
— Oswaldo Montenegro.

17 Sep 2014, Wed (3700)
via irracionavel
fonte cerejeiro
"Aí o telefone tocou. Deixei tocar. Nunca atendia ao telefone na parte da manhã. Tocou cinco vezes e parou. Eu estava sozinho comigo mesmo. E, por mais repugnante que fosse, era melhor que estar com alguém, qualquer um, todos lá fora fazendo seus pequenos truques e piruetas. Puxei as cobertas até o pescoço e esperei. Decidi ficar na cama até o meio-dia. Talvez então a metade do mundo estivesse morta e ele seria menos difícil de enfrentar."
— Charles Bukowski.

17 Sep 2014, Wed (163)
via expurgar
fonte unirversos
"Entendo que em tuas madrugadas de insônia - frias mesmo quando o mundo queima - é a noite que parece querer dormir em seu peito, colidindo os eixos sem sonhos num vazio que não adormece. Que não termina, mesmo quando o agora já saiu da rota dos ponteiros do relógio. A gente precisa de uma liberdade que não seja tão plástica assim, verdadeira embora frágil e bonita mesmo sem espelhos. Que nos torne mais do que um cisco no olho cego do universo, deixe-nos respirar algo que não seja fumaça dos cigarros e incertezas num lugar que é triste. Num mundo que é fábula. Em um silêncio medido pela televisão, sem lições de moral e cheio de propagandas políticas. Eu entendo o caos exato em minhas mãos, os tremores continentais entre as linhas dos dedos e o medo de não saber o que fazer com tudo isso. E sei que, no fundo, todos temos uma vontade inexplicável de voltar (quão bela essa palavra pode ser?) pra um lugar de onde nunca soube-se sair. Vontade de fugir e permanecer ao mesmo tempo. Mas é tão difícil alinhar nossos rumos contrários às correrias céticas de quem é só mais um e mais nada. É tão difícil enxergar por trás dessa imensidão imersa em olhos que não se vêem, pés que são quase espinhos, lábios que vibram e não dizem, abraços enferrujados que nunca suportam queda alguma. Eu gostaria de dizer que ninguém deixa de ter asas só por não seguir teu passo, doutrina, órbita ou insensatez. E que também entendo teus cílios em busca de terra firme, de um continente que seja mais do que lágrima e lástima: o mundo precisa de mais gaiolas abertas pra gente poder sair."
— unirversos. 

14 Sep 2014, Sun (6344)
via infrutuosa
fonte reformulado
"Uma vez, li em um livro de poesias antigo, que Yelda é o nome que se dá para uma noite sem estrelas, na qual aqueles que sofrem por um amor perdido ou distante permanecem acordados, suportando e encarando a escuridão interminável da noite esperando pelo nascer do sol, na expectativa de que seu amor reapareça junto com ele. Depois que te conheci, todas as noites da semana passaram a ser Yelda para mim."
O Caçador de Pipas.  

14 Sep 2014, Sun (39560)
via inverbos
fonte auroriar
"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos."
Caio Fernando Abreu.

14 Sep 2014, Sun (6777)
via inverbos
fonte vislumbro
"Pega no meu queixo e diz que não sou só eu que sinto medo aqui. Faça alguma coisa ruim, qualquer coisa que me impeça imediatamente de sentir esse amor absurdo por você. Estou nas suas mãos e isso não é uma metáfora. Porque eu já não sei mais nada. Parece que sou mesmo seu foco de vida, mas também pode ser que você ande apenas distraído do resto do mundo. Ou, vai que você tá mesmo certo, as coisas são assim mesmo, o amor invade pela boca enquanto a gente se olha e fica rindo."
Gabito Nunes.  

14 Sep 2014, Sun (16192)
via inverbos
fonte enttreaspas
"Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar, e acima de tudo ouvir. Que tenham amor ou então sintam falta de não tê-lo. Que tenham ideais e medo de perdê-lo. Que amem ao próximo e respeitem sua dor. Para que tenhamos certeza de que: Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."
Carlos Drummond de Andrade.

14 Sep 2014, Sun (39900)
via inverbos
fonte harrybreakslouis
"Pessoas grossas são mais interessantes do que pessoas simpáticas ou amigáveis. Geralmente tem uma ferida muito funda por baixo da grosseria. Ninguém é como é por quê quer; sempre tem um por quê e eu gosto de conhecer isso nas pessoas, os pontos baixos delas, mais do que os altos. Fora que, quando você conquista uma pessoa assim, ela te faz sentir especial. Ela trata todo mundo mal, mas contigo é diferente."
Vinícius Kretek. 

14 Sep 2014, Sun (15593)
via viciado-no-amor
fonte r-ideout

14 Sep 2014, Sun (12825)
via tipografado
fonte urlmasters2-deactivated20130808
"Não é minha morte que me preocupa, é minha mulher deixada sozinha com este monte de coisa nenhuma. No entanto, eu quero que ela saiba que dormir todas as noites ao seu lado, e mesmo as discussões mais banais, eram coisas esplêndidas. E as palavras difíceis, que sempre tive medo de dizer, podem agora ser ditas: “Eu te amo”."
Charles Bukowski.  
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